UPDATED - O céu dos físicos

domingo, 9 de setembro de 2012
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Uma das fotos mais famosas da história da física captura os participantes ilustres na V Conferência de Solvay, em Bruxelas em outubro de 1927. 29 físicos, os principais teóricos da época juntos, e 17 dos 29 participantes já eram ou se tornaram vencedores do Prêmio Nobel.

Responsabilidades de um físico em medicina nuclear

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Um serviço de Medicina Nuclear se difere dos serviços de Radiodiagnóstico e Radioterapia, principalmente, pelo fato de ser o único a utilizar fontes não seladas. Com isso, ao risco potencial de exposição adicionamos o risco de contaminação e possível incorporação de materiais radioativos. Na Medicina Nuclear há, também, o contato mais próximo do físico com pacientes que passam por terapia com radionuclídeos. Como a nossa profissão não é regulamentada e a há uma gama de profissionais diferentes tratando da radioproteção em um serviço de Medicina Nuclear, é muito comum ficarmos perdidos quanto ao nosso papel.

Em primeiro lugar, temos que entender que, quando se trata de radioproteção, há dois personagens diferentes: o físico e o supervisor de radioproteção. No Brasil, na maioria das vezes, por questões financeiras uma única pessoa assume esses dois papéis, mas é bom saber a diferença entre eles.

O supervisor de radioproteção deve supervisionar (dã) se os requisitos de proteção radiológica estão sendo cumpridos, ou seja, se tudo que está no plano de radioproteção está sendo seguido e se os resultados são compatíveis com que estava previsto no plano. Ele não precisa, necessariamente, executar os testes, aferições e verificações, mas a responsabilidade por eles é do supervisor. Na prática, significa que, mesmo que ele não execute os testes, se der algum problema é o supervisor quem responde.

O físico é o cara que deveria estabelecer um programa de garantia da qualidade, treinar a equipe, analisar os dados dos testes nos equipamentos. Ele é (ou deveria ser) capaz de reorganizar a rotina, caso uma dose elevada aconteça, por exemplo. O físico deve participar do planejamento das terapias com radionuclídeos, no âmbito de dosimetrias e rotinas de radioproteção. Ele também deve ser capaz de ajudar o titular a escolher a instrumentação do serviço, com base em seus conhecimentos das propriedades da interação da radiação ionizante com a matéria. Sendo assim, o supervisor seria o Pink e o físico seria o Cérebro (hehehe).

A ABFM discrimina também as atribuições do físico em medicina nuclear, vale a olhada. Veja também, o que a IAEA fala sobre o papel do físico em medicina nuclear:

“(...) Eles são parte de uma equipe interdisciplinar do Departamento de Medicina Nuclear dedicado a fornecer um diagnóstico seguro e eficaz e tratamento da doença usando fontes radioativas não seladas. (...) As funções e responsabilidades do físico de medicina nuclear são diversas. Elas incluem dosimetria, qualidade de imagem, otimização, pesquisa e ensino, de segurança de radiação, garantia da qualidade e gestão de equipamentos. Conhecimento do físico em medicina nuclear das técnicas e equipamentos complexos envolvidos no diagnóstico moderno e tratamento de doenças são essenciais para a aplicação segura e eficaz de procedimentos de medicina nuclear.
Físicos de medicina nuclear aplicam seus conhecimentos de matemática, física e tecnologia para criar, implementar e monitorar os processos que permitem o diagnóstico e tratamento ideal, tendo em conta a proteção contra as radiações. Os físicos são responsáveis ​​por garantir que os equipamentos, sistemas e processos utilizados na medicina nuclear irão produzir o diagnóstico desejado quando aplicados corretamente. Eles devem ser capazes de reconhecer artefatos comuns em imagens clínicas e as medidas de correção para resolver o problema. Físicos de medicina nuclear devem reconhecer e compreender as fontes de erro em estudos de medicina nuclear e são responsáveis ​​pela validação das técnicas utilizadas.
Eles também estão envolvidos no controle do desenvolvimento, implementação, manutenção e qualidade da infra-estrutura (instalações, equipamentos e sistemas de informática clínicos). Eles são cientificamente treinados nas técnicas de medição precisa e gravação numérica que fundamentam um sistema de controle de qualidade adequado para o equipamento usado na medicina nuclear.
O físico de medicina nuclear tem a capacidade de avaliar criticamente as falhas, e atribuir tolerâncias, freqüências de teste e medidas corretivas (...).”

Museu Nuclear no Shopping Paço Alfandega em Recife

domingo, 2 de setembro de 2012

Muito bom artigo sobre uma reflexão acerca do impacto da ciência

segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Retirado do site junq.info. Artigo do professor da Unicamp DR. Konradin Metze


The evaluation of science is currently a highly debated matter at universities and research institutions, in scientific journals, and also in the media in general. Researchers want to produce science of high impact. The aim of this essay is to make some critical reflections on the impact of science and especially its evaluation.
First, we have to define the concept of impact of science. It is necessary to think about who or what will be influenced by science. According to this question we can stratify impact in science in four types: (...)
Para ler mais, clique aqui.

Programa do Primeiro Simpósio sobre as Novas Recomendações de Radioproteção elaboradas pela ICRP

domingo, 26 de agosto de 2012

PROGRAM – ICRP SEMINAR -SEPTEMBER 12TH, 2012 (Haverá tradução simultânea)

9:00 – 10:00       Opening
10:00-10:30        Changes in ICRP 103 relevant to dose assessments- Dr. Hans Menzel
10:30 – 11:00     New series of reports to be published by the ICRP: Occupational and public exposures from intakes of radionuclides- Dr. François Paquet
11:00 – 11:15     Coffee break
11:15 – 11:45     Updates on the respiratory tract model and impact on radiation protection-Dr. Michael Bailey
11:45 – 12:15     Use and application of anthropomorphic phantoms in the development of ICRP dose coefficients- Dr. Wesley Bolch
12:15– 12:45      Radon dosimetry and reference levels-Dr. John Harrison
12:45 – 14:00     Lunch
14:00 – 14:30     Assessment of public and worker doses following the Fukushima Dai-ichi nuclear accident-Dr Akira Endo
14:30 – 15:00     Dose to the lens of the eyes-Dr. Guenther Dietze
15:00 – 15:30     The computational methodology of internal dosimetry– ICRP and MIRD-Dr. Keith Eckerman
15:30 – 15:45     Coffee break
15:45 – 16:15     Effective dose and risks from medical X-ray procedures- Prof. Mikhail Balonov
16:15 – 17:00     Discussion
17:00 – 19:00     Cocktail

IPEN inicia processo para escolha do próximo Superintendente


O Ipen inicia o processo de escolha de seu superintendente para os próximos quatro anos. Podem se candidatar ao cargo pesquisadores ou tecnologistas brasileiros ou naturalizados, que possuam o título de doutor, com competência profissional reconhecida na área nuclear ou em áreas correlatas, visibilidade junto à comunidade científica e tecnológica, experiência comprovada em gestão de projetos de C&T, entre outros requisitos. O prazo para apresentação de candidaturas é de sessenta dias a contar do dia 20 de agosto.
Os candidatos devem apresentar carta ao Presidente do Conselho Superior do Ipen, solicitando a inscrição no processo de seleção ao cargo, currículo atualizado e texto de até cinco páginas descrevendo a sua visão de futuro para o instituto e o seu programa de gestão. A documentação deverá ser entregue em envelope lacrado na Secretaria do Conselho Superior do Ipen (Avenida Prof. Lineu Prestes, 2.242, Prédio da Administração, 4º. Andar,Cidade Universitária, São Paulo/SP – CEP 05508-000).
A seleção dos candidatos será feita mediante análise dos currículos e da documentação disponibilizada, além de entrevista e exposição oral, individual, dos candidatos cujos currículos forem previamente aprovados. Após a seleção, o Conselho Superior irá elaborar a lista tríplice, em ordem de preferência, e a encaminhará para aprovação do Presidente da CNEN e do Reitor da USP. Uma vez aprovada, a lista tríplice é encaminhada ao governador do Estado de São Paulo.
O Ipen é uma autarquia estadual, gerida técnica,administrativa e financeiramente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear, órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. É associado à USP para fins de pós-graduação.
Detalhes do processo podem ser obtidos no documento do Conselho Superior do IPEN ou na ata da Sessão Ordinária do Conselho Superior disponibilizada no site do IPEN.

Chumbo pode causar comportamento agressivo em jovens

segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Fonte: Agência USP de Notícias

Comportamento agressivo, atos de vandalismo e baixo desempenho escolar. Fatores assim, normalmente associados a problemas psicossociais nos jovens, podem ter uma causa extra. Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP mostra que a exposição ao chumbo leva ao aumento das atitudes transgressoras e causa prejuízos psicológicos.

Pesquisadores estrangeiros já haviam observado danos semelhantes. Agora, a cirurgiã dentista Kelly Polido Kaneshiro Olympio, em seu trabalho de doutorado, confirmou a relação numa amostra de 173 jovens em Bauru, interior de São Paulo.

O corpo de crianças absorve chumbo com mais facilidade que o de adultos. Além disso, os pequenos tendem a colocar objetos como brinquedos na boca, aumentando o risco da exposição. “Não há um nível de exposição ao chumbo que seja seguro à saúde humana. Estudos recentes têm demonstrado prejuízos neurocomportamentais ligados a concentrações muito baixas no sangue”, diz a pesquisadora.

Os selecionados residiam em bairros com altos índices de violência. Kelly analisou o esmalte – a parte que enxergamos do dente – para identificar a carga corporal de chumbo nos jovens. Também foram aplicados questionários a pais e filhos sobre o estabelecimento de comportamento antissocial, cometimento de atos infracionais, condições familiares e contexto socioeconômico. O cruzamento dos dados apontou uma associação entre agressividade, tendência a quebrar regras, problemas sociais, e queixas físicas com maiores níveis de chumbo no corpo.

Proximidade

Os mais afetados viviam em regiões próximas a fábricas que utilizam o chumbo ou que conviviam com empregados dessas empresas. “O metal está presente em muitos itens do nosso cotidiano, como cerâmica, plásticos, pigmentos e baterias. Também em esmalte anticorrosivo para portões, brinquedos piratas e produtos domésticos de baixa qualidade”, explica a pesquisadora.

Ela ressalta que a redução do uso de chumbo é muito desejável. “Há um movimento global da Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminação de chumbo em tintas. Também preocupa a contaminação pelo metal causada pelas baterias, devendo haver um esforço para que se regule o caminho percorrido por este produto, desde sua origem até o descarte final”, explica. E é necessário que haja uma fiscalização mais rigorosa sobre os importados, “principalmente aqueles de baixa qualidade destinados ao público infantil”, conclui.

Além disso, a pesquisadora recomenda a conscientização de pessoas que trabalham com chumbo, para que saibam evitar ou minimizar a exposição e não levem a ameaça para casa. E é preciso reforçar a vigilância ambiental dessas indústrias, para minimizar a exposição da população vizinha e os consequentes efeitos à saúde.

Prejuízos

Os prejuízos nos jovens permanecem até idades mais avançadas. Um estudo publicado nos Estados Unidos, em 2008, mostrou uma associação entre exposição a chumbo durante o crescimento e comportamento criminoso em adultos. Neles, a exposição pode causar hipertensão, neuropatias, perda de memória e irritabilidade, entre outras doenças. Pode-se chegar até a morte, dependendo do nível da exposição.

Segundo Kelly, a América Latina está pouco preparada para lidar com a situação. No Brasil, só em 2008 foi aprovada uma lei que limita a quantidade de chumbo na fabricação de tintas imobiliárias e de uso infantil e escolar, vernizes e materiais similares. A situação é diferente nos Estados Unidos, onde o uso é restrito há mais tempo. Lá, a lei foi recentemente atualizada, delimitando a concentração de chumbo permitida a níveis mais baixos do que os fixados no Brasil.

“Ainda precisamos conhecer a extensão do problema da contaminação por chumbo no Brasil”, diz Kelly. No momento, ela coordena uma pesquisa sobre a exposição de crianças ao chumbo no município de São Paulo, que vem sendo desenvolvida no Departamento de Epidemiologia da FSP, sob a supervisão da professora Maria Regina Alves Cardoso, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp), OMS e Organização Panamericana de Saúde (OPAS).


Feito com ♥ por Lariz Santana