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XXVIII Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear

quarta-feira, 5 de março de 2014

A cidade de São Paulo se prepara para receber o XXVIII Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, que será realizado no Centro de Convenções Rebouças, entre os dias 26 e 28 de setembro. A partir desta edição, o encontro passará a ser realizado anualmente.

Para saber mais, clique aqui.

Novo documento da IAEA “Quantitative Nuclear Medicine Imaging: Concepts, Requirements and Methods”

sábado, 15 de fevereiro de 2014


Saiu um novo documento da IAEA de acesso gratuito chamado “Quantitative Nuclear Medicine Imaging: Concepts, Requirements and Methods”.

Segundo a agência, o objetivo da publicação é revisar o estado atual da arte da quantificação de imagem e fornecer aos físicos médicos, e outros profissionais relacionados, uma base sólida de ferramentas e métodos de quantificação. Ele descreve e analisa os efeitos físicos que degradam a qualidade de imagem e afetam a precisão de quantificação, e descreve métodos para compensá-las em imagens planares, por SPECT e PET. Imagens quantitativas são agora um amplo campo de trabalho para a comunidade científica, e sua tradução atual para o ambiente clínico pode ser realizado com segurança, para aplicações diagnósticas e terapêuticas melhores e mais precisas utilizando protocolos consistentes e bem validados.

Para acessar o documento, clique aqui.

Sobre o ensino da Física

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Quando pensei em fazer Física, imaginava conhecer o mundo sob um prisma científico e filosófico bem aprofundado. Quando ingressei na universidade, confesso que me decepcionei bastante, pois esta expectativa estava bem longe de ser satisfeita. Cursei diversas disciplinas subjugadas pelo formalismo (ou não) matemático e reduzidas a manipulações algébricas e superenfadonhas.
Vi vários colegas (vários mesmo, uma vez a taxa de evasão de meu curso era de mais de 80%) desistirem do curso por acharem que talvez suas expectativas em relação ao curso e a profissão fossem ingênuas ou imaturas, mas hoje percebo que há uma grande possibilidade que as disciplinas estivessem sendo ensinadas de forma inadequada. Como nunca estudei isso a fundo, tal pensamento não passou de uma sensação ou intuição, por isso me sinto bem confortada quando leio artigos que compartilhem de minhas ideias. O que transcrevo aqui é um trecho de um desses artigos publicado na revista Physics Education deste mês. Recomendo fortemente a leitura do original (até porque não sou nenhuma profissional de tradução, então ela deve ter ficado meio 'tabajara').

(...) Embora a física seja escrita na linguagem da matemática, ela não pode ser reduzida a simples manipulação simbólica. Acreditamos que quando se estuda Física, os alunos devem primeiro explorar o significado por trás de uma determinada equação antes de começar a usá-la. Não é suficiente simplesmente resumir conceitos em equações; antes, os alunos devem ser apresentados, através de explicações detalhadas, ao significado que está por trás dessas equações.
(...) Os países de língua inglesa têm desempenhado um papel importante neste processo, como Tsai Wen e Lydia (2005) demonstram, mas a comunidade internacional para a educação científica também produziu uma grande quantidade de trabalhos, incluindo os estudos empíricos e contribuições teóricas. Por exemplo, a questão das concepções dos alunos e mudança conceitual foi um dos tópicos de pesquisa mais frequentemente investigados entre 1998 e 2002.
Antes que os alunos possam chegar a um ponto onde eles são capazes de raciocinar só por meio de equações e fórmulas, eles devem seguir um longo caminho de aculturação. Como professores, sabemos que este longo caminho existe. Mas o que acontece na prática e, mais especificamente, o que acontece nas escolas de engenharia, quando os alunos encontram-se lutando para se adaptar a essa forma de ensino? Será que basta estar perto e vê-los tirar notas medíocres?
De acordo com as nossas observações, a maioria dos professores se concentra no formalismo matemático, em vez de em conceitos científicos atuais. Acreditamos que este tipo de abordagem é contraproducente e que é uma das principais razões por que muitos estudantes falham. A comunidade científica já salientou este efeito negativo. McMillan e Swadener têm mostrado (McMillan e Swadener 1991) que os alunos que obtiveram boas notas na resolução de problemas foram capazes de chegar a uma solução "correta" para um determinado problema, mas que também exibiu os maiores equívocos sobre a situação-problema, bem como uma compreensão qualitativa mínima dele. Esta situação é, sem dúvida inerente de ser um iniciante (ou calouro) - compreensão e maturidade intelectual só vem com o tempo e a experiência. Assim, de certa forma, os professores não devem se preocupar muito com essa tensão entre habilidades quantitativas e compreensão qualitativa. No entanto, o objetivo deste trabalho é mostrar que  esse efeito "calouro" pode crescer até o ponto em que se torna necessário repensar os métodos pedagógicos utilizados.

Eddie Smigiel and Michel Sonntag. A paradox in physicseducation in France. Phys. Educ. 48(4), p 497, 2013. doi:10.1088/0031-9120/48/4/497

Muito bom artigo sobre uma reflexão acerca do impacto da ciência

segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Retirado do site junq.info. Artigo do professor da Unicamp DR. Konradin Metze


The evaluation of science is currently a highly debated matter at universities and research institutions, in scientific journals, and also in the media in general. Researchers want to produce science of high impact. The aim of this essay is to make some critical reflections on the impact of science and especially its evaluation.
First, we have to define the concept of impact of science. It is necessary to think about who or what will be influenced by science. According to this question we can stratify impact in science in four types: (...)
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A importância da estupidez para a pesquisa científica

domingo, 13 de maio de 2012
Sob este título (em inglês, claro), Martin A. Schwartz falou, já em 2008, sobre aquele sentimento que nos motiva a começar ou dar continuidade a alguma pesquisa. Segundo ele, o nome desta sensação é ignorância ou estupidez.
É a falta de conhecimento sobre um determinado assunto que nos faz seguir adiante e buscar respostas coerentes para tantas perguntas (muitas vezes incoerentes) que nos fazemos. Em um contexto histórico que nos transforma a todos em máquinas fordistas de produção de artigos (e não necessariamente de conhecimento), vale lembrar o que buscávamos quando optamos por esta carreira. Era o prazer da descoberta do desconhecido? Era a busca pelo aperfeiçoamento? Ou o maldito public or perish (publique ou pereça)?
Quer ler o artigo? Clique aqui.

Física + Medicina = Sucesso

segunda-feira, 30 de abril de 2012
O jornal da Elsevier The Lancet publicou no aniversário de morte do Eisntein (18 de abril) uma série de artigos sobre a Física e a Medicina onde mostra a Física Médica como uma escolha de carreira para ser vista, promovida e reconhecida como uma disciplina profissional.

Série Comentários:
- A call for recognition of the medical physics profession

  Full Text|PDF
 
- Physics and medicine—two tips for a long and happy marriage
 
  Full Text|PDF
 
Série Artigos:
- Physics and medicine: a historical perspective
 
  Summary|Full Text|PDF
- Diagnostic imaging
 
  Summary|Full Text|PDF
- The importance of physics to progress in medical treatment
 
  Summary|Full Text|PDF
- Future medicine shaped by an interdisciplinary new biology
 
  Summary|Full Text|PDF
- The importance of quantitative systemic thinking in medicine
 
  Summary|Full Text|PDF

Livre acesso a alguns artigos da Medical Physics

domingo, 8 de janeiro de 2012
AAPM anuncia acesso aberto ao conteúdo selecionadona revista Medical Physics. Mais detalhes poderão ser vistos aqui.

Física Médica agora classificada internacionalmente como uma profissão

sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Tradução livre e adaptada da autora do editorial Medical Physics now classified internationally as a profession publicado na Medical Physics em 21/07/2011.

Na maioria dos países desenvolvidos, físicos médicos têm sido aceitos como profissionais de saúde. Mas em alguns, particularmente países em desenvolvimento, o reconhecimento profissional ainda não aconteceu. Nesses países, físicos médicos não são reconhecidos como profissionais de saúde e são pagos como técnicos ou como alguma outra categoria inadequada. Uma razão para isso é que, até agora, físicos médicos não foram incluídos na Classificação Internacional das Profissões (International Standard Classification of Occupations - ISCO). Esta é uma das principais classificações internacionais pela qual a Organização Internacional do Trabalho (International Labour Organization - ILO), a Agência das Nações Unidas, é a responsável.A ISCO é uma ferramenta para organizar trabalhos em grupos claramente definidos de acordo com as tarefas e deveres dos postos de trabalho. Um dos seus principais objetivos é proporcionar uma base para a comunicação internacional, comparação e intercâmbio de dados estatísticos e administrativos sobre ocupações. O sistema de classificação ISCO é muito pouco atualizado - aproximadamente a cada 20 anos. Até agora, a atualização mais recente ocorreu em 1988 (ISCO-88) e não mencionou os físicos médicos ou a física médica.Em 1995, o falecido Professor Keith Boddy, como Presidente da Organização Internacional de Física Médica (International Organization of Medical Physics - IOMP), escreveu para a ILO solicitando a inclusão de "física médica" como uma profissão em ISCO. Nos anos seguintes, a ILO consultou duas vezes os países membros e a IOMP que, juntamente com os outros, pressionou para a inclusão da profissão dentro do grupo de "profissionais de saúde." Esta classificação foi preferível à inclusão em "Ciência e profissionais de engenharia." Após a primeira consulta , a ILO concluiu que os físicos médicos não eram suficientemente numerosos para justificar a classificação como um grupo separado. Na segunda consulta, as respostas se dividiram entre a inclusão física médica em Físicos e em Profissionais de Saúde. A ILO finalmente decidiu em favor da classificação em Físicos já que a base de conhecimentos necessários para a física médica é a física. A visão que os físicos médicos devem ser classificados como profissionais de saúde, porque eles trabalham no sistema de saúde não foi aceito."Física médica" já está incluída na lista de profissões no grupo 211 Físicos e astrônomos. Na lista de tarefas para esse grupo, algumas são específicas para física médica, tais como "assegurar a entrega segura e efetiva de radiação (ionizante e não-ionizante) para os pacientes a alcançar um resultado de diagnóstico ou terapêuticos como prescrito por um médico". Existem também tarefas gerais aplicáveis ​​à vasta gama de físicos, incluindo a pesquisa.Para esclarecer a posição do físico médico que trabalha na área da saúde, há uma nota afirmando que " (...) físicos médicos são considerados parte integrante da força de trabalho em saúde junto com as ocupações classificadas no subgrupo 22 - Profissionais de Saúde (...)". Além disso, no grupo Profissionais de Saúde, há uma nota que considera a ocupação de físico médico parte da a força de trabalho em saúde.  (...)
A inclusão de "física médica" como uma profissão pela ILO remove um obstáculo para o reconhecimento apropriado de físicos médicos e de seu trabalho. Pode ajudar a convencer os ministérios da saúde e organizações a reconhecer o papel e o status de físicos médicos, e para garantir que as tarefas que devem ser realizadas por
físicos médicos qualificados não são realizadas por outras pessoas. Essa conquista do reconhecimento internacional da profissão de física médica pela ILO é um passo importante para o desenvolvimento da comunidade em física médica, especialmente nos países em desenvolvimento com a crescente necessidade de capacitação nesta área.

Nusslin, F., & Smith, P. (2011). Medical Physics now classified internationally as a profession. Medical Physics, 38(8), 2405-2405.

Japoneses usam garrafas plásticas para criar novo detetor de radiação

segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Para suprir a crescente demanda por detetores de radiação, um pesquisador japonês elaborou aparelhos feitos de garrafas PET recicladas, e de forma barata. O país sofreu o pior acidente nuclear no mundo em 25 anos após o terremoto e tsunami de março.
Os detetores criados por Hidehito Nakamura, professor assistente da Universidade de Kyoto, no oeste do Japão, em cooperação com a empresa Teijin, cortaram em 90% o custo em relação aos aparelhos existentes, muitos dos quais são produzidos por empresas estrangeiras.
"Queremos ter um produto acabado até o final de setembro, para atender à crescente demanda após o terremoto de março", disse Toru Ishii, executivo de vendas da Teijin.
Nakamura criou o "Scintirex", uma resina de plástico que emite um brilho fluorescente quando exposta à radiação. A resina age como um sensor dentro dos detectores, permitindo medir o nível de radiação.




'Scintirex' é feito com garrafas PET reutilizadas (Foto: Reprodução / Daily Motion)
'Scintirex' é feito com garrafas PET reutilizadas (Foto: Reprodução / Daily Motion)
 

O novo material deve reduzir drasticamente os custos para detetores pessoais de radiação e para aparelhos maiores de monitoramento que serão usados pelo governo e empresas.
O departamento de relações públicas da Teijin estima que os sensores para os detetores estarão disponíveis a partir do mês que vem para organizações governamentais e empresas classificadas como prioritárias, por aproximadamente 10 mil ienes (aproximadamente R$ 210) -- um décimo do custo dos materiais atualmente disponíveis.
O "Scintirex", derivado principalmente da resina de garrafas PET, combina força, flexibilidade e baixo custo da resina amplamente disponível de PET, com a sensibildade à radiação dos "Cintiladores Plásticos", atualmente o principal material sensível à radiação, exportado ao Japão pela empresa francesa Saint-Gobain.
Por enquanto, a empresa francesa domina o mercado de sensores de radiação. No entanto, Ishii disse que a invenção de Nakamura deve competir nesse setor.
Apesar das descobertas de Nakamura terem sido publicadas no periódico científico Europhysics Ltter no final de junho, o desenvolvimento do produto se acelerou por causa da crescente demanda.
O terremoto e tsunami massivos de 11 de março afetaram a usina nuclear Fukushima Daiichi, na costa nordeste do Japão, desencadeando o derretimento das barras de combustível e provocando a pior crise nuclear desde Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

Reportagem retirada do G1.

Nova revista para publicação

domingo, 5 de junho de 2011

A Revista Brasileira de Física Médica já figura na área de Engenharias II, com classificação B3. Embora inicial, essa classificação já representa um reconhecimento da produção científica da área de Física Médica publicada na RBFM. A qualidade, periodicidade e interdisciplinaridade das publicações com certeza levará a RBFM a figurar como periódico científico de outras áreas do conhecimento da CAPES num futuro próximo.
 
 
 
Fonte: ABFM News

Banco de dados bibliográficos: Medicina Nuclear

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Um conjunto de referências têm sido desenvolvido pela Comissão de Ciência da International Organization for Medical Physics (IOMP) conbrindo o aspecto da Física Médica em Radioterapia, Imagens Médicas, Medicina Nuclear e Radioproteção.

 
Disponibilizo aqui a lista de Medicina Nuclear. 

 

 

Fonte: IOMP

Imagem: Getty Images

Lista de recomendações do Exame PET/CT com 18F-FDG em Oncologia.

RESUMO
Apresentamos uma lista de recomendações sobre a utilização de 18F-FDG PET em oncologia, no diagnóstico, estadiamento e detecção de recorrência ou progressão do câncer. Foi realizada pesquisa para identificar estudos controlados e revisões sistemáticas de literatura composta por estudos retrospectivos e prospectivos. As consequências e o impacto da 18F-FDG PET no manejo de pacientes oncológicos também foram avaliados. A 18F-FDG PET deve ser utilizada como ferramenta adicional aos métodos de imagem convencionais como tomografia computadorizada e ressonância magnética. Resultados positivos que sugiram alteração no manejo clínico devem ser confirmados por exame histopatológico. A 18F-FDG PET deve ser utilizada no manejo clínico apropriado para o diagnóstico de cânceres do sistema respiratório, cabeça e pescoço, sistema digestivo, mama, melanoma, órgão genitais, tireoide, sistema nervoso central, linfoma e tumor primário oculto. 


Fonte: Radiol Bras vol.43 no.4 São Paulo jul./ago. 2010



Feito com ♥ por Lariz Santana