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Consulta pública de norma da CNEN

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Entre os dias  23/02/2015 a 23/04/2015 o projeto de norma “Certificação da Qualidade de Supervisores de Proteção Radiológica” encontra-se disponível para consulta pública. Para participar, clique aqui.


Vamos aproveitar a oportunidade de participar desse processo. Uma vez a norma sendo aprovada, uma eventual mudança será muito trabalhosa e demorada.

Novo documento da IAEA “Quantitative Nuclear Medicine Imaging: Concepts, Requirements and Methods”

sábado, 15 de fevereiro de 2014


Saiu um novo documento da IAEA de acesso gratuito chamado “Quantitative Nuclear Medicine Imaging: Concepts, Requirements and Methods”.

Segundo a agência, o objetivo da publicação é revisar o estado atual da arte da quantificação de imagem e fornecer aos físicos médicos, e outros profissionais relacionados, uma base sólida de ferramentas e métodos de quantificação. Ele descreve e analisa os efeitos físicos que degradam a qualidade de imagem e afetam a precisão de quantificação, e descreve métodos para compensá-las em imagens planares, por SPECT e PET. Imagens quantitativas são agora um amplo campo de trabalho para a comunidade científica, e sua tradução atual para o ambiente clínico pode ser realizado com segurança, para aplicações diagnósticas e terapêuticas melhores e mais precisas utilizando protocolos consistentes e bem validados.

Para acessar o documento, clique aqui.

Recomendação sobre nomenclatura de radiofármacos

terça-feira, 22 de maio de 2012
 Em 2004, a SBMN (antiga SBBMN) se reuniu com representantes do CBR, IPEN e SBBN para estabelecer recomendações para a nomenclatura de radiofármacos. A conclusão foi a que se segue. 
Primeiro, devemos considerar que na língua portuguesa, ao contrário da inglesa, o adjetivo é posicionado após o substantivo qualificado. A representação do isótopo antes do composto químico também enfatizaria excessivamente o papel do radionuclídeo nos estudos de medicina nuclear, sabendo-se que na verdade é a estrutura química do composto que determina sua biodistribuição.


Sendo assim, sugere-se que os radiofármacos sejam identificados no uso corrente pela sigla do composto, seguida pelo radioisótopo a ele ligado. O radioisótopo pode ser identificado pelo símbolo do elemento,
com o número de massa sobrescrito à sua esquerda. Alternativa, igualmente aceitável, é a descrição por extenso do radioisótopo, em letras minúsculas.

EXEMPLOS:
  • DTPA marcado com tecnécio-99m ou DTPA-99mTc
  • Pertecnetato de sódio-99mTc ou Na 99mTcO4
  • Iodeto de sódio-131I ou NaI-131I

São considerados inadequados: o uso de maiúscula para indicar o radioisótopo (exceto no início de frases), a identificação do número de massa após o símbolo do elemento, a utilização do símbolo do elemento como substituto do composto químico:

  • O iodo-131 emite radiação gama com energia... (e não “o Iodo-131 emite radiação gama com energia...”)
  • O DTPA-99mTc é eliminado por filtração glomerular (e não “o DTPA-Tc99m é eliminado por filtração glomerular” ou “o DTPA-Tc99m é eliminado por filtração glomerular”)
  • Administrou-se citrato de gálio-67... (e não: “administrou-se 67Ga ...”)
  • Administrou-se solução de iodeto de sódio (iodo-131) por via oral (e não “administrou-se 131I por via oral”).

Fonte: SBMN

Mudanças nas normas da CNEN

sábado, 4 de fevereiro de 2012
A essa altura, vocês já devem saber que algumas das normas das CNEN tiveram modificações (e outras virão por aí). Mas o que de fato, muda em nossa rotina?

A mudança mais simples é o limite de dose anual para o cristalino que mudou de 150 mSv para 20 mSv. A outra, é um pouquinho mais complexa, mas no final facilita a nossa vida na hora de credenciar ou renovar a autorização de uma instalação: é o cálculo da atividade normalizada.
Antes, deveríamos verificar a classe de cada radionuclídeo utilizada, qual a sua finalidade (armazenamento, alíquota, marcação) e o fator de multiplicação para cada um deles. Agora, basicamente, só precisamos a atividade utilizada para cada radionuclídeo e compará-la com seu nível de isenção (descrito na Posição Regulatória PR 3.01/001). Voilá! Já temos nossa atividade normalizada.


 A partir daí, classificamos a instalação (que trabalha com fontes não seladas) da seguinte forma:
  • GRUPO 4, se AN for menor ou igual a 30;
  • GRUPO 5, se AN for maior que 30 e menor ou igual a 20.000 ou
  • GRUPO 6, se AN for maior que 20.000.
 

Comissão aprova regulamentação da profissão de físico

sábado, 3 de dezembro de 2011
Sinceramente, não acredito que esta será uma boa alternativa para nossa profissão. Não consigo entender que uma pessoa "que pratique as atividades de físico por mais de 4 anos" possa ser considerado físico. Será que uma pessoa que "que pratique as atividades de médico por mais de 4 anos" pode ser médico reconhecido pelos seus pares, pelo conselho que os representam? Claro que não. Então o que isso significa, que nossa profissão é menos importante? Que qualquer um pode ser físico sem nenhuma formação específica?
Como professora universitária, temo pelo futuro dos cursos de física com esta regulamentação. Como cidadã brasileira, tenho vergonha desta decisão.

Notícia retirada da Agência Câmara de Notícias, publicada em 02/12/2011.

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (30) o Projeto de Lei 1025/11, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que regulamenta o exercício da profissão de físico. Segundo o projeto, o físico precisará de registro prévio em órgão competente do Poder Executivo para exercer a profissão. Esse registro será exigido 180 dias após a instalação dos conselhos regionais da categoria.
O relator, deputado Mauro Nazif (PSB-RO), foi favorável à proposta. “A proposição pretende regulamentar uma atividade que já está sendo plenamente exercida de fato, mas que, por envolver riscos para a sociedade, merece a devida regulação pelo Poder Público”, disse.
De acordo com a proposta, poderão atuar como físicos:
- os diplomados em Física por estabelecimentos de ensino superior, oficiais ou reconhecidos;
- os diplomados em curso superior similar, no exterior, após a revalidação do diploma, nos termos da legislação em vigor;
- os que, até a data da publicação da nova lei, obtiveram o diploma de mestrado em Física, em estabelecimentos de pós-graduação, oficiais ou reconhecidos, permitindo-se ao portador de diploma de doutorado em Física, obtido a qualquer tempo, o direito pleno do exercício da profissão;
- os que, à data da publicação da lei, embora não diplomados nas condições anteriores, venham exercendo efetivamente, há mais de quatro anos, atividades atribuídas ao físico.
Atribuições
O texto do projeto também determina as atribuições do físico, entre as quais:
- realizar pesquisas científicas e tecnológicas nos vários setores da Física ou a ela relacionados;
- aplicar princípios, conceitos e métodos da Física em atividades específicas envolvendo radiação ionizante e não ionizante, estudos ambientais, análise de sistemas ecológicos e estudos na área financeira;
- no âmbito da sua especialidade, projetar, desenvolver, construir e fazer manutenção de equipamentos e sistemas em instrumentação científica, fontes de energia, instalações nucleares, proteção de meio ambiente, telecomunicações, integração de sistemas eletrônicos e ópticos;
- desenvolver programas e softwares computacionais baseados em modelos físicos.
“A proposição garante que tais atribuições serão desenvolvidas pelo físico sem prejuízo de outras profissões regulamentadas que estejam qualificadas para a atividade”, destacou o relator. “Isso denota, claramente, que não se quer, aqui, promover uma reserva de mercado indevida”, complementou Nazif.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Porque uma imagem vale mais que mil palavras...

quarta-feira, 22 de junho de 2011
Imagem: Getty Images

Você se aproximaria de um tonel como esse? Provavelmente não. E isso acontece porque você já tem em seu arcabouço de imagens que este trifólio significa, de alguma forma, perigo.
O trifólio radioativo denota radiação ionizante ou a presença de materiais radioativos. Ele é o padrão internacional para alertar dos perigos relativos a exposição as radiações ionizantes. Tais radiações incluem radiações alfa, beta, gama (que são nucleares), raios x e campos de partículas (como em um acelerador de elétrons, por exemplo). 



Este símbolo é padronizado (há regras para desenhá-lo corretamente) e reconhecido pela maior parte das agências regulatórias, tais como IAEA e CNEN. Muitas vezes ele pode aparecer com algum texto identificando o tipo de fonte, a radiação emitida e outrs informações relevantes. Por ser um símbolo oficial, deve-se respeitar a escala, cores e orientação da imagem - é muito comum encontrá-la invertida.



Este símbolo foi desenvolvido pela primeira vez em 1946 pelo Berkeley Radiation Laboratory da Universidade da California. Ele consistia em um trifólio magenta sobre um fundo azul. O pesquisador Nels Garden explicou o uso de tais cores em uma carta. Sobre este tom de magenta ele escreveu: "era distinta e não entra em conflito com qualquer código de cores que estávamos familiarizados. Outro fator a seu favor foi o seu custo... O alto custo vai dissuadir os outros de usar esta cor promiscuamente." Explicando o fundo azul, ele disse, "O uso de um fundo azul foi escolhida porque há muito pouca cor azul sendo usada na maioria das áreas onde o trabalho com material radioativo seria realizado."



Apesar da opinião contrária de Garden, a maioria dos trabalhadores sentiu que um fundo azul era uma má escolha. Azul não era para ser usado em sinais de alerta e ela desbota, especialmente em áreas externas. Sendo assim, o uso de amarelo foi padronizado pelo em Oak Ridge National Lab no início de 1948.




No final dos anos 50, o American National Standards Institute normalizou o símbolo com as cores preto e amarelo que conhecemos. A ideia é que o sinal se torna mais grave, mais sério e é aceito universalmente. Só devemos lembrar que as normas no Brasil falam somente do magenta.




Para saber mais:
www.depletedcranium.com e www.orau.org

O símbolo complementar de radiação ionizante

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Em 2007, a IAEA (International Atomic Energy Agency) apresentou um símbolo complementar ISO (International Organization for Standardization) para Radiação Ionizante. Até hoje as pessoas me perguntam porque os hospitais ainda não adotaram este novo símbolo em suas portas. Bom, não é por aí...

Este novo símbolo (ISO 21482), que vem complementar e não substituir o símbolo já existente, destina-se a fontes perigosas de radiação, capazes de causar lesões graves ou morte e deverá ser aplicado nos dispositivos que contenham tal fonte de radiação. Em alguns casos, poderá ser aplicado debaixo da cobertura da fonte, sendo apenas visível caso haja desmantelamento do equipamento. Não é um símbolo destinado a ser aplicado em portas, grades ou locais afastados da fonte de radiação. Potenciais aplicações do símbolo são irradiadores, equipamentos de radioterapia e unidades de radiografia.

A necessidade deste novo símbolo surge da constatação das grandes dificuldades de compreensão do símbolo do existente (veja abaixo).


O trifólio não possui qualquer significado inerente, é uma representação abstracta à qual foi convencionado associar o significado de radiação ionizante. Claro que, sem aprendizagem e memorização do significado não haverá compreensão. Nesse sentido, com esta nova representação, ambiciona-se a obtenção de um símbolo universal, que seja facilmente compreendido por todos e que transmita a ideia de “Perigo, fuja, mantenha-se afastado”.

Para o desenvolvimento do novo símbolo foi criada uma equipe multidisciplinar, envolvendo designers, ergonomistas e especialistas em proteção contra radiações. Do trabalho dessa equipe resultaram diversas alternativas que foram, numa fase inicial, testadas com crianças. As cinco variantes que tiveram sucesso nesta fase foram, posteriormente, testadas pelo Instituto Gallup, em 11 países por todo o mundo (Brasil, Polónia, EUA, Marrocos, Quénia, Arábia Saudita, China, Índia, Tailândia, Ucrânia e México). Desta forma procurou-se garantir que, o novo símbolo, conseguisse transmitir, com sucesso, a mensagem de forma universal, independentemente da idade, educação ou bagagem cultural.

A escolha da melhor solução foi obtida através da realização de um teste de compreensão, segundo o procedimento sugerido pela norma ISO 9186 (2001). Esse teste, que foi realizado a 1650 pessoas, consiste numa avaliação da compreensão, que é realizada na forma de uma entrevista estruturada com exibição do símbolo impresso a cores. Os participantes foram agrupados em 2 grupos, um com baixo nível de educação e outro, o grupo de controle, com um nível médio de educação. Foram escolhidos participantes de meio rural e urbano. Os investigadores registaram as reações iniciais, a força da mensagem e qual a melhor alternativa para o objetivo estabelecido. Assista aqui o vídeo em que uma pesquisadora da equipe fala sobre este processo (em inglês).
 
Então, no ambiente hospitalar, nada mudou. Apenas foi criado um símbolo que pudesse orientar quando da proximidade de fontes radioativas que ofereçam alto risco imediato. Felizmente, não é o nosso caso.

Fonte: IAEA


Feito com ♥ por Lariz Santana