Curso de Pós-Graduação em Proteção Radiológica e Segurança de Fontes Radioativas

quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Centro de Ensino e Treinamento do IRD abre as inscrições, de 01/03/2011 a 20/05/2011, para o processo seletivo do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Proteção Radiológica e Segurança de Fontes Radioativas.
O curso está estruturado com o objetivo de fornecer uma formação sólida aos profissionais da área através de conteúdos atualizados e ferramentas modernas de ensino. O curso compreende a formação interdisciplinar de caráter teórico e prático, abordando aspectos técnicos e científicos, assim como recomendações e normas nacionais e internacionais sobre proteção radiológica. Ao final do curso o estudante será capaz de atuar como agente multiplicador dos conhecimentos adquiridos durante o mesmo.

O curso é gratuito e tem carga horária de 770 horas (de 20/06/2011 a 18/11/2011 em período integral) e é oferecido em parceria com a AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA ATÔMICA - IAEA.

Maiores informações aqui.

Livros de Medicina Nuclear (e muito mais)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Encontrei hoje este site e compartilho com vocês. Dei uma rápida olhada e encontrei livros preciosos (e caríssimos) fazendo uma busca com o termo Nuclear Medicine. Para os que, como eu, dão uma namorada com as ciências humanas, também há obras imperdíveis.

Lembrando que não tenho responsabilidade por nada que foi postado no site indicado. Apenas compartilho uma informação recebida.

World Congress on Medical Physics and Biomedical Engineering in Beijing

sexta-feira, 23 de setembro de 2011
De 26 a 31 de maio de 2012

Submissão de resumos - 11 de novembro de 2011
Inscrição com desconto - 15 de março de 2012
Acomodação com desconto - 20 de abril de 2012.


Baixe aqui o PDF informativo.


Simposio Internacional sobre Protección Radiológica

Inscrições e informações AQUI.

Projeto regulamenta o exercício da profissão de físico

O blog Física Médica e a Agência Câmara de Notícias publicaram esta nota e decidi compartilhar com vocês. É assustadora a deturpação que estão propondo! Por acaso, alguém pode ser declarado médico por estar exercendo funções sem ser formado em medicina? Algum mestre de obras pode tornar-se engenheiro por planejar e construir casas? A nossa profissão é muito importante para a sociedade e merece respeito. Investimos muito tempo e dinheiro em nossa formação para oferecermos serviços dignos e responsáveis. Como se propõe que qualquer pessoa que exerça funções de físico possa ser um físico? E, na concepção deles, quais são as funções de um físico? Absurdo!

Brizza Cavalcante
Antonio Carlos Mendes Thame
Mendes Thame: regulamentação vai incentivar os contratos formais de trabalho.
 
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 1025/11, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que regulamenta o exercício da profissão de físico. Segundo o projeto, o físico precisará de registro prévio em órgão competente do Poder Executivo para exercer a profissão. Esse registro será exigido 180 dias após a instalação dos conselhos regionais da categoria.
De acordo com a proposta, poderão atuar como físicos:
- os diplomados em Física por estabelecimentos de ensino superior, oficiais ou reconhecidos;
- os diplomados em curso superior similar, no exterior, após a revalidação do diploma, nos termos da legislação em vigor;
- os que, até a data da publicação da nova lei, obtiveram o diploma de mestrado em Física, em estabelecimentos de pós-graduação, oficiais ou reconhecidos, permitindo-se ao portador de diploma de doutorado em Física, obtido a qualquer tempo, o direito pleno do exercício da profissão;
- os que, à data da publicação da lei, embora não diplomados nas condições anteriores, venham exercendo efetivamente, há mais de quatro anos, atividades atribuídas ao físico.


“A atividade desenvolvida pelo profissional da Física não se restringe mais apenas a lecionar em sala de aula e nos laboratórios. O físico tem hoje presença marcante em inúmeros setores cruciais da economia, como nas telecomunicações, no mercado financeiro, nos consultórios odontológicos, na medicina nuclear e, sobretudo, no desenvolvimento, execução e acompanhamento da política energética nuclear desenvolvida no País”, afirma Mendes Thame.

Atribuições
O texto do projeto também determina as atribuições do físico, entre as quais:
- realizar pesquisas científicas e tecnológicas nos vários setores da Física ou a ela relacionados;
- aplicar princípios, conceitos e métodos da Física em atividades específicas envolvendo radiação ionizante e não ionizante, estudos ambientais, análise de sistemas ecológicos e estudos na área financeira;
- no âmbito da sua especialidade, projetar, desenvolver, construir e fazer manutenção de equipamentos e sistemas em instrumentação científica, fontes de energia, instalações nucleares, proteção de meio ambiente, telecomunicações, integração de sistemas eletrônicos e ópticos;
- desenvolver programas e softwares computacionais baseados em modelos físicos.
"A regulamentação do exercício da profissão de físico é fundamental para que possamos desenvolver tecnologia de ponta e qualificar atividades que envolvem a educação, a qualidade de vida e a saúde humana. Essa regulamentação também poderá aumentar o grau de formalização dos contratos de trabalho", diz Mendes Thame.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'

Visita ao reator do IPEN

segunda-feira, 19 de setembro de 2011
O Olhar Digital fez uma matéria no reator do IPEN mostrando que a junção de medicina, ciência e tecnologia dá super certo. A parte deu fala do reator está entre os minutos 13:48 e 17:59. Olhem só!




Um parque de oportunidades

sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Notícia publicada no caderno Boa Chance do jornal O Globo no dia 11/09/11.


Vista aérea do futuro pólo de pesquisa da UFRJ

Cinco mil empregos até 2015. Esta é a previsão da quantidade de vagas que serão abertas no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), complexo que está sendo erguido na Ilha do Fundão. Uma área de 350 mil metros quadrados já está recebendo os centros de pesquisa e tecnologia de grandes empresas, que apostam na proximidade com a universidade para desenvolver projetos de ponta em vários setores, como petróleo e gás, telecomunicações e siderurgia. Isso significa dizer que, nos próximos anos, haverá demanda por pesquisadores em diferentes níveis, especialmente mestres e doutores, e de áreas diversas, assim como por profissionais de formação técnica.
— Além do investimento em tecnologia e inovação, haverá como retorno para a sociedade um grande número de empregos altamente qualificados — diz Maurício Guedes, diretor-executivo do parque.
O complexo contará com 12 companhias de grande porte, como Siemens, Baker Hughes, Schlumberger, BG Group, Tenaris-Confab, FMC, Halliburton, Usiminas e General Electric (GE), entre outras, e 16 chamadas “empresas nascentes”, que fazem parte da incubadora da Coppe/UFRJ e desenvolvem projetos em setores variados. Sem contar com a Petrobras, cujo Centro de Pesquisas (Cenpes) não é administrado pelo Parque Tecnológico, mas fica na Ilha do Fundão.
— Teremos um sistema sustentável de conhecimento, formado por empresas de diferentes tamanhos e origens. Muitas delas fazem parte da cadeia produtiva de petróleo, mas não todas — afirma Guedes.
As áreas do conhecimento que mais devem precisar de mão de obra, segundo o diretor executivo, são matemática, física, química, geologia, biologia e informática. Mas haverá espaço para outras especialidades, como no caso da BG Brasil, que atua na exploração e produção de gás natural.
— A maior parte dos profissionais será de pesquisadores com nível de pós-graduação e experiência em geologia, geofísica, engenharia de reservatório, construção naval, transmissão e distribuição de gás, entre outras — explica Hugues Corrignan, diretor de tecnologia da BG Brasil, que deve inaugurar o Centro Global de Tecnologia em 2013. E, embora ainda não esteja instalada no parque, a BG já iniciou um processo seletivo para recrutar interessados em trabalhar no local. Siemens e GE, que só devem inaugurar
seus centros de pesquisa entre 2012 e 2013, também já estão recebendo currículos. Empresas menores
também vão contratar.
Não são só as “grandes” do Parque Tecnológico que abrirão boas oportunidades. A perspectiva de crescimento também atinge as “nascentes” e de menor porte, como a Pam Membranas, que começou as atividades na incubadora e, hoje, já ocupa um galpão na área principal do lugar.
— A expectativa é de precisar de mais pessoal até o ano que vem — diz Ronaldo Nóbrega, criador da tecnologia de membranas microfiltradoras, que podem ser usadas para o tratamento de água e efluentes.
João Carlos Ribeiro, da Inovax, que fornece soluções de telecomunicação, aguarda a transferência da sala na incubadora para um espaço maior no complexo.
— Aqui temos infraestrutura para ganhar competitividade. A demanda por tecnologia só cresce — afirma.


Mais aplicativos

quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Para os amantes da maçã, também há aplicativos relacionados a Medicina Nuclear. Mando dois que achei bem interessantes:

Elutions

Use este aplicativo para estimar o rendimento de
99mTc a partir de um gerador de 99Mo/99mTc. Os resultados podem ser exibidos como mCi ou GBq.

Valor: USD 2,99

Compatibilidade: iPhone, iPod touch e iPad.








NucRx

NucRx é um aplicativo de referência que inclui ferramentas e informações úteis para radiofarmacêuticos, tecnólogos e estudantes de Medicina Nuclear.

Inclui
- Dados de radionuclídeos e fármacos
- Calculadora de decaimento radioativo
- Gráficos de decaimento
- Unidades e conversões

Em breve!
Ferramentas para geradoresde
99Mo/99mTc
Esquemas de decaimento
Dados de radioproteção e descontaminação


Valor: USD 4,99

Compatibilidade: iPhone e iPad.


 
 


Jogo dos 7 erros

segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Leiam a matéria publicada no G1 e tentem encontrar os erros do texto. Como sou ansiosa, vou levantando alguns pontos.

Primeiro, a sigla CNEM com esse M no final, o que foi que deu no jornalista? Sério. No meio do caminho ele fala sobre o 131I, fala como se fosse só para diagnóstico...ok, passa, nada grave. 
Aí começa a festa: "Por ter uma validade média de oito dias, o produto tem sido substituído em exames pelo iodo 123 ultrapuro, cuja radioatividade dura 13,2 horas". Cê jura? Jura que não houve nenhuma consultinha básica a um especialista para esclarecer isso um pouquinho melhor? Ah! Houve sim: o "O técnico da CNEM (sic) (...) disse que se houvesse iodeto e a substância estivesse dentro da validade, o produto poderia provocar queimaduras e até câncer em quem o manuseasse". Oi?
Paro por aqui, nem vou adiante nos outros erros do artigo (de nomeclatura, por exemplo, só pra não passar em branco). 
Sempre comento com meus alunos que não estudamos para sermos 'apertadores de botão', devemos ser críticos e observadores para que sejamos capazes de discernir o certo do errado. Sem 'achismos', com fundamentação técnica para embasar nossos comentários.
Voltemos ao artigo: o 131I é um radiofármaco usado para terapia em Medicina Nuclear (para diagnóstico, o correto, sob o ponto de vista de radioproteção, seria o 123I) que é emissor gama (Eγ = 364 keV) e beta (Emax mais provável = 606 keV). A meia vida do 131I é de 8 dias e isto significa que, em 8 dias, a atividade deste material decai à metade, em 16 dias à quarta parte e por ai vai.
O conceito de meia vida, nada tem a ver com a validade impressa no frasco, que diz respeito a estabilidade bioquímica do material. Devemos aqui lembrar que estamos falando de um fármaco, ou seja, um medicamento que tem validade como qualquer outro.
A interação das radiações ionizantes da matéria ocorre de forma probabilística e os efeitos desta interação são divididos em estocásticos e determinísticos. A principal diferença entre eles é que os efeitos estocásticos causam a transformação celular enquanto que os determinísticos causam a morte celular.
Os efeitos determinísticos são aqueles decorrentes da exposição a altas doses de radiação e dependem diretamente desta exposição. Já os efeitos estocásticos são aqueles que se manifestam após meses ou anos da exposição à radiação, não permitindo estabelecer claramente uma relação de "causa e efeito". Estão relacionados a baixas doses de radiação e a probabilidade da ocorrência é proporcional à dose. Ao contrário dos efeitos determinísticos, é difícil estabelecer com segurança uma relação causal entre o efeito estocástico e a exposição à radiação ionizante, em virtude da grande quantidade de variáveis envolvidas e do longo tempo de latência para o aparecimento de um câncer de origem radiogênica.
Ou seja, o tal técnico disse que se houvesse o 131I no frasco, poderia ocorrer efeito estocástico e probabilístico ao mesmo tempo? Meu pai, me leva!
É claro que, para a população em geral, o simbolo de radiação ionizante é um tanto assustador. Que ótimo! Ele foi feito para isso! E a conduta de isolar a área e chamar a CNEN foi corretíssima, mas por razões totalmente diferentes daquelas mencionadas no G1: é necessário evitar a disseminação da contaminação para evitar incorporação do material radioativo.
É importante que as informações veiculadas sobre esse assunto sejam bastante precisas para orientar a população, evitar o pânico desnecessário e não virar motivo de chacota entre aqueles que conhecem o assunto. Porque, se não fosse tão absurdo, eu estaria rolando de rir.



O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil fecharam por quase três horas o acesso a uma quadra da área econômica do setor Sudoeste, em Brasília, após um morador encontrar uma embalagem com um selo da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM) jogada no lixo. A área foi isolada por orientação da CNEM até a chegada de um técnico do órgão no local.

Embalagem com produto supostamento radioativo (indicada pela seta) encontrada em quadra do Sudoeste Econômico, em Brasília, na manhã deste sábado (10) (Foto: Káthia  Mello/G1)
Embalagem com produto supostamento radioativo (indicada pela seta) encontrada em quadra do Sudoeste Econômico, em Brasília, na manhã deste sábado (10) (Foto: Káthia Mello/G1)
A embalagem descreve o produto como sendo iodeto de sódio 131. Segundo informações na página da CNEM, o iodeto de sódio é um produto radioativo usado na medicina no diagnóstico de doenças da glândula tireoide. Por ter uma validade média de oito dias, o produto tem sido substituído em exames pelo iodo 123 ultrapuro, cuja radioatividade dura 13,2 horas.

O técnico da CNEM Adriano de Souza afirmou que a embalagem encontrada estava vazia e com prazo de validade vencido – o selo era de 2008. Apesar disso, Souza disse que se houvesse iodeto e a substância estivesse dentro da validade, o produto poderia provocar queimaduras e até câncer em quem o manuseasse
A embalagem foi recolhida e levada para perícia. Segundo o técnico da CNEM, é possível rastrear a origem do produto a partir do selo. "Vamos fazer isso o mais rapidamente possível", afirmou.

Lembrança do césio 137
Segundo o major dos Bombeiros Hélio Guimarães Pereira, a notificação sobre o descarte da embalagem foi feita por um morador nesta manhã. Na tarde do dia anterior, o porteiro Francisco Aquino, que trabalha na quadra, chegou a manusear a embalagem. Um exame feito no porteiro com um contador Geiger –  aparelho que mede radiação – descartou contaminação.
Técnico da CNEM mede nível de radioatividade em porteiro que manuseou embalagem de material encontrado no lixo, em Brasília (Foto: Káthia  Mello/G1)
Técnico da CNEM mede nível de radioatividade em
porteiro que manuseou embalagem de material achado no lixo, em Brasília (Foto: Káthia Mello/G1)
O porteiro Fransico Aquino disse ter ficado aliviado com o resutado. "As pessoas ficaram falando do césio de Goiânia", disse.
O selo da CNEM levantou o medo de que a radiação do produto pudesse causar danos à saúde, como no caso da cápsula de césio 137 encontrada por catadores de lixo em Goiânia, em 1987, e que se transformou no maior acidente nuclear brasileiro.

A moradora Millene Francine, que já trabalhou com descarte de produtos tóxicos, disse que buscou informações sobre o produto encontrado tão logo ele foi identificado. “Procurei logo me informar que tipo de produto era para ver se era perigoso”, disse.

A advogada Jussara Costa Melo, que mora na quadra que foi interditada, disse ter ficado menos preocupada quando viu a rapidez dos bombeiros em isolar a área. Ela chegou a ser impedida pelos bombeiros de caminhar quando desceu de seu prédio para se exercitar.
O acidente com o Césio 137 ocorreu em 1987. O material radioativo estava em um equipamento médico abandonado em um hospital desativado da cidade. Depois de retirado da máquina, o césio 137 foi vendido para o dono de um ferro-velho. Várias pessoas que tiveram contato com o produto morreram.

Os donos do instituto de radiologia onde estava o equipamento foram condenados por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). O material contaminado – mais de 1,6 mil toneladas de entulhos, terra e roupas – foi transferido para um depósito especial em Abadia de Goiás.

Aula Virtual de Radiofarmácia

A SBBMN divulga aos interessados o site espanhol de Aula Virtual de Radiofarmácia, plataforma virtual de educação continuada em radiofarmácia com a finalidade de difundir as Ciências Radiofarmacêuticas. Os interessados devem acessar http://www.aulavirtualradiofarmacia.es para conhecer os cursos disponíveis. Há atividades gratuitas e cursos pagos. Há desconto de 15% nos cursos pagos para um número limitado de participantes de países da ALASBIMN. As atividades e cursos são em espanhol e a próxima é o Fórum sobre Radiofarmácia (Tertulia de Radiobótica), entre 19 a 23 de setembro de 2011. Mais informações podem ser obtidas no site ou pelo e-mail aulavirtual@aulavirtualradiofarmacia.es.



Fonte: SBBMN

Avanços em SPECT Cardíaco - Instrumentação e Quantificação

Inscrições aqui.

X Semana da Física Médica USP Ribeirão

sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Faça sua inscrição no link: http://goo.gl/rNYXQ

Data: de 17 a 21 de outubro de 2011
Local: DF, FFCLRP - USP Ribeirão

Para confirmar a inscrição, é necessário efetuar o pagamento para um dos membros do CEFiM.

Custo Kit: R$12,00
O Kit contém: pasta, caneta, caneca, bloco de anotações, cronograma, adesivos, crachá, certificado de participação. Com o crachá, o aluno poderá participar das palestras e mini-curso, com direito a coffee break.



Camiseta: cada camiseta terá o custo extra de R$12.

Faça sua inscrição até 30/09 para não ficar sem camiseta!
Apenas os 80 primeiros ganharão caneca!

Site funciona como eBay para cientistas financiarem projetos

domingo, 4 de setembro de 2011
Notícia tirada do site G1.




A realização de pesquisas científicas exige equipamentos que podem sair caros para os pesquisadores que não têm tanta estrutura nas universidades em que trabalham. Em uma tentativa de mudar essa situação, o site Science Exchange tenta facilitar o encontro de cientistas e instituições que contam com equipamentos para realizar experimentos.
Para isso, a rede permite que os cientistas criem um experimento e publiquem uma proposta on-line. Em seguida, as instituições que dispõem de equipamento necessário para realizar o projeto participam de uma espécie de pequeno leilão, como ocorre no site eBay.
Diante das propostas, o pesquisador seleciona uma instituição para realizar seu experimento. O Science Exchange afirma que disponibiliza ferramentas para que seja possível acompanhar toda a realização do projeto.
De acordo com o próprio site, já estão usando o serviço instituições como a Universidade de Princeton, a Universidade de Stanford e a Universidade Johns Hopkins.
À revista "Nature", Elizabeth Iorns, cofundadora do serviço, disse que o objetivo do site é "tornar as pesquisas científicas mais eficientes". Ela conta que já existem mais de mil cientistas usando a rede e de 50 a cem novos usuários chegam todos os dias.

Física Médica agora classificada internacionalmente como uma profissão

sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Tradução livre e adaptada da autora do editorial Medical Physics now classified internationally as a profession publicado na Medical Physics em 21/07/2011.

Na maioria dos países desenvolvidos, físicos médicos têm sido aceitos como profissionais de saúde. Mas em alguns, particularmente países em desenvolvimento, o reconhecimento profissional ainda não aconteceu. Nesses países, físicos médicos não são reconhecidos como profissionais de saúde e são pagos como técnicos ou como alguma outra categoria inadequada. Uma razão para isso é que, até agora, físicos médicos não foram incluídos na Classificação Internacional das Profissões (International Standard Classification of Occupations - ISCO). Esta é uma das principais classificações internacionais pela qual a Organização Internacional do Trabalho (International Labour Organization - ILO), a Agência das Nações Unidas, é a responsável.A ISCO é uma ferramenta para organizar trabalhos em grupos claramente definidos de acordo com as tarefas e deveres dos postos de trabalho. Um dos seus principais objetivos é proporcionar uma base para a comunicação internacional, comparação e intercâmbio de dados estatísticos e administrativos sobre ocupações. O sistema de classificação ISCO é muito pouco atualizado - aproximadamente a cada 20 anos. Até agora, a atualização mais recente ocorreu em 1988 (ISCO-88) e não mencionou os físicos médicos ou a física médica.Em 1995, o falecido Professor Keith Boddy, como Presidente da Organização Internacional de Física Médica (International Organization of Medical Physics - IOMP), escreveu para a ILO solicitando a inclusão de "física médica" como uma profissão em ISCO. Nos anos seguintes, a ILO consultou duas vezes os países membros e a IOMP que, juntamente com os outros, pressionou para a inclusão da profissão dentro do grupo de "profissionais de saúde." Esta classificação foi preferível à inclusão em "Ciência e profissionais de engenharia." Após a primeira consulta , a ILO concluiu que os físicos médicos não eram suficientemente numerosos para justificar a classificação como um grupo separado. Na segunda consulta, as respostas se dividiram entre a inclusão física médica em Físicos e em Profissionais de Saúde. A ILO finalmente decidiu em favor da classificação em Físicos já que a base de conhecimentos necessários para a física médica é a física. A visão que os físicos médicos devem ser classificados como profissionais de saúde, porque eles trabalham no sistema de saúde não foi aceito."Física médica" já está incluída na lista de profissões no grupo 211 Físicos e astrônomos. Na lista de tarefas para esse grupo, algumas são específicas para física médica, tais como "assegurar a entrega segura e efetiva de radiação (ionizante e não-ionizante) para os pacientes a alcançar um resultado de diagnóstico ou terapêuticos como prescrito por um médico". Existem também tarefas gerais aplicáveis ​​à vasta gama de físicos, incluindo a pesquisa.Para esclarecer a posição do físico médico que trabalha na área da saúde, há uma nota afirmando que " (...) físicos médicos são considerados parte integrante da força de trabalho em saúde junto com as ocupações classificadas no subgrupo 22 - Profissionais de Saúde (...)". Além disso, no grupo Profissionais de Saúde, há uma nota que considera a ocupação de físico médico parte da a força de trabalho em saúde.  (...)
A inclusão de "física médica" como uma profissão pela ILO remove um obstáculo para o reconhecimento apropriado de físicos médicos e de seu trabalho. Pode ajudar a convencer os ministérios da saúde e organizações a reconhecer o papel e o status de físicos médicos, e para garantir que as tarefas que devem ser realizadas por
físicos médicos qualificados não são realizadas por outras pessoas. Essa conquista do reconhecimento internacional da profissão de física médica pela ILO é um passo importante para o desenvolvimento da comunidade em física médica, especialmente nos países em desenvolvimento com a crescente necessidade de capacitação nesta área.

Nusslin, F., & Smith, P. (2011). Medical Physics now classified internationally as a profession. Medical Physics, 38(8), 2405-2405.

Sobre as responsabilidades em um serviço de medicina nuclear

quinta-feira, 1 de setembro de 2011


Ao discutir a ação e importância das leis em qualquer campo da sociedade, há relativa facilidade em encontrar pessoas que não concordam com alguns pontos das regras que orientam nossos direitos e deveres. Notando essa situação, o pensador americano Henry D. Thoreau, lá no século XIX, propôs um conceito de ação política bastante peculiar: a desobediência civil. Grosso modo, tal desobediência consistiria na organização de atos públicos pelos quais as pessoas simplesmente não cumpririam uma determinada lei. Mais ainda, não é uma simples tentativa de anarquizar o sistema, mobilização requer a formulação de outra lei que satisfaça a demanda dos seus participantes.


Fiz esta breve preleção, pois percebo muito nos locais onde trabalho ou trabalhei que há um discurso de desobediência civil no âmbito das responsabilidades de cada personagem que compõe o cenário de um Serviço de Medicina Nuclear (SMN).
Bom, eu sou da turma que acha que há leis (pelo menos algumas) que servem para nos facilitar a vida e nos guiar onde temos dúvidas na conduta, mas também acredito que um pouco de senso crítico nos ajuda a forjar o limite entre o reacionário e o anárquico.
Tá, qual é o ponto? Em um SMN é de extrema importância que, após o expediente, seja feita a verificação de contaminação de superfície. Na prática, significa que em áreas como radiofarmácia, sala de administração de doses e, porque não, sala de exames devem ser verificadas todos os dias com o monitor de radiação específico para este fim. Beleza, mas quem deve fazer esta verificação diária?
Muitos acham que é função do Supervisor de Radioproteção (SR), ou do Físico (mesmo que o primeiro não seja o segundo)...hum...mando aqui minha opinião. Acho que é função de cada um zelar pela sua proteção, então bato pé quando digo que cada um deve ser responsável pela verificação de contaminação de superfície em sua área de trabalho. Veja bem, já está no nome: o SR é supervisor e não necessariamente o executor de todas as funções de radioproteção de um SMN. Claro, não basta delegar e tchau. É necessário acompanhar, verificar, treinar, retreinar e, até, verificar mesmo. O que não pode acontecer é isentar o IOE de realizar esta atividade, até porque ela é saudável para ele e para seus colegas.
Já passei por situações onde o trabalhador não fazia a verificação e se justificava dizendo que isso não constava em norma. Respeito, mas discordo. Vejamos: transcrevo aqui um texto da norma CNEN NN 3.01.

§ 4.4 As responsabilidades básicas dos titulares e empregadores são: (...)
f) tomar as ações necessárias para assegurar que os IOE estejam cientes de que sua segurança é parte integrante de um programa de proteção radiológica, no qual os IOE possuem obrigações e responsabilidades tanto pela sua própria proteção como pela de terceiros.”

Um pouco mais da mesma:

§ 5.7.5 Os IOE devem:
a) seguir as regras e procedimentos aplicáveis à segurança e proteção radiológica especificados pelos empregadores e titulares, incluindo participação em treinamentos relativos à segurança e proteção radiológica que os capacite a conduzir seu trabalho de acordo com os requisitos desta Norma (...)”

Ainda um pouco mais de outra (CNEN NE 3.05):

§ 6.1.1.2 O trabalhador deve estar devidamente monitorado com dosímetro individual e usar luvas descartáveis e avental ou guardapó. Ao término do trabalho deve proceder à monitoração de vestimentas e mãos, utilizando monitor de contaminação.”

Com tudo isso escrito, finalizo acreditando que um bom Plano de Radioproteção (de acordo com esta norma aí de cima) deve contemplar as responsabilidades de cada grupo de IOE. Uma vez estando descrito quem deve verificar a contaminação de superfície, cabe ao IOE seguir o plano e ser feliz. Por que até para alegar desobediência civil, por definição, ele deve propor uma nova regra que garanta a saúde e bem estar de todos.


Feito com ♥ por Lariz Santana